Quando a gente se conecta profundamente a uma pessoa, a ponto de se comunicar com ela mesmo estando longe; quando fechamos os olhos, e a simples lembrança de um momento é suficiente para fazer os pelos do corpo inteiro se arrepiarem; e se a perna de um encosta casualmente na do outro, transportando todos os hormônios e sensações para a região do toque, deixando-a latejante... e se a palavra de um provoca o riso no outro; e se a distância é o motivo do choro, tornando a cama vazia grande demais para se conseguir dormir. E a saudade transforma-se em dor física.
E se o frio na barriga do primeiro beijo insistir e resistir à passagem do tempo? E se o cheiro que sai da pele do outro ficar nas nossas entranhas?
Não tem explicação.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Criatividade versus Método
Imagine-se inserido em um cenário onde o processo metódico é super valorizado em detrimento à criatividade. Onde as regras do conservadorismo acabam com qualquer possibilidade de criação, inovação, liberdade.
Como um visionário pode conquistar seu espaço e ser reconhecido, se enquanto ele se esforça para encontrar uma solução simples para um problema complexo e ousa, o colega ao lado está sentado, seguindo passo a passo um trilho já desgastado?
Para mentes inertes seria a plástica cerebral uma solução?
Como um visionário pode conquistar seu espaço e ser reconhecido, se enquanto ele se esforça para encontrar uma solução simples para um problema complexo e ousa, o colega ao lado está sentado, seguindo passo a passo um trilho já desgastado?
Para mentes inertes seria a plástica cerebral uma solução?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Veneno que não mata mas mutila
O quanto é necessário provar de um veneno até se ter consciência de que, para determinados assuntos, o melhor é não sonhar? Quantas vezes um mesmo sonho tem que ser frustrado para desistirmos dele?
domingo, 18 de janeiro de 2009
Perguntas da alma
Tenho um amigo que encanzinou com a história de alma. Ele vem se questionando há algum tempo sobre isso, me questionando também... até que conseguiu me contaminar.
Qual será a proporção do número de almas para o número de pessoas?
Se colocarmos na mesa que para cada pessoa que nasce existe uma alma, e que para cada corpo que morre a dita cuja permanece, estaríamos nós enfrentando o problema de superpopulação de almas?
Isso poderia explicar o alter ego de algumas pessoas?
E, para completar, considerando que um domingo de sol nessa cidade é muito raro, pode um raio de sol aquecer mais a alma do que o corpo?
Qual será a proporção do número de almas para o número de pessoas?
Se colocarmos na mesa que para cada pessoa que nasce existe uma alma, e que para cada corpo que morre a dita cuja permanece, estaríamos nós enfrentando o problema de superpopulação de almas?
Isso poderia explicar o alter ego de algumas pessoas?
E, para completar, considerando que um domingo de sol nessa cidade é muito raro, pode um raio de sol aquecer mais a alma do que o corpo?
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Manipulação: defeito ou virtude?
Frequentemente tenho me questionado se ser manipulador é um defeito ou é uma virtude do ser humano.
Uma vez que ser manipulador é um dom, com que algumas pessoas já nascem e exercem de forma majestosa e outras, mesmo tentando inúmeras vezes simplesmente não conseguem colocar em prática, devemos avaliá-la friamente.
Através da manipulação de pessoas você pode conseguir atingir seus objetivos, por mais que eles sejam estapafúrdios ou imorais, correto?
É possível, também, manipular números e resultados, mas nada se compara ao poder de fazer com que as pessoas que o cercam façam exatamente o que você quer que elas façam, sem que percebam.
Se usada com ética e para objetivos nobres, é bem aceita e muda de nome: direcionamento, poder de persuasão, obstinação.
Devemos considerar aqui que existem casos onde a vitíma gosta de se sentir manipulada. Existe um alívio propiciado pela ilusão de não ter responsabilidade total sobre os atos, um meio de compartilhar ações e decisões. De minimizar a culpa. Relação doente ou perfeitamente complementar?
Há outros em que o manipulado se sente incomodado, sufocado, porém impotente de lutar contra a situação, tal a força exercida pelo manipulador.
Isso posto, podemos classificar a manipulação como uma técnica avançada de negociação?
Uma vez que ser manipulador é um dom, com que algumas pessoas já nascem e exercem de forma majestosa e outras, mesmo tentando inúmeras vezes simplesmente não conseguem colocar em prática, devemos avaliá-la friamente.
Através da manipulação de pessoas você pode conseguir atingir seus objetivos, por mais que eles sejam estapafúrdios ou imorais, correto?
É possível, também, manipular números e resultados, mas nada se compara ao poder de fazer com que as pessoas que o cercam façam exatamente o que você quer que elas façam, sem que percebam.
Se usada com ética e para objetivos nobres, é bem aceita e muda de nome: direcionamento, poder de persuasão, obstinação.
Devemos considerar aqui que existem casos onde a vitíma gosta de se sentir manipulada. Existe um alívio propiciado pela ilusão de não ter responsabilidade total sobre os atos, um meio de compartilhar ações e decisões. De minimizar a culpa. Relação doente ou perfeitamente complementar?
Há outros em que o manipulado se sente incomodado, sufocado, porém impotente de lutar contra a situação, tal a força exercida pelo manipulador.
Isso posto, podemos classificar a manipulação como uma técnica avançada de negociação?
Vingança é uma arte
O lado primitivo da vingança fala muito alto quando nos sentimos injustiçados.
Uma vingança perfeita, sob meu ponto de vista, é aquela onde a situação que nos machucou é vivida da mesma forma, com a mesma intensidade, só que no sentido oposto.
Vou explicar melhor: digamos que você tenha uma amiga na qual confia como se fosse a uma irmã, por anos a fio. Em determinado momento ela lhe trai de forma avassaladora. A vingança perfeita, neste caso, é você conseguir passar por essa mesma situação, só que no sentido inverso - ela é a pessoa traída. Claro que para atingir a perfeição não é necessário referenciar o ocorrido, a pessoa fará a associação ao passado naturalmente. Aí está o segredo. A mesma dor, a mesma decepção, na outra pessoa.
Ninguém deve se gabar de um sentimento como esse, nem alimentar esse tipo de pensamento. Até porque não há alívio algum, tampouco bem estar em vingar-se de alguém. Não estou incentivando o comportamento vingativo. Só estou expondo que ele ocorre inúmeras vezes na nossa vida.
O quanto você resiste a uma vingança? Que prazer ela te proporciona?
Uma vingança perfeita, sob meu ponto de vista, é aquela onde a situação que nos machucou é vivida da mesma forma, com a mesma intensidade, só que no sentido oposto.
Vou explicar melhor: digamos que você tenha uma amiga na qual confia como se fosse a uma irmã, por anos a fio. Em determinado momento ela lhe trai de forma avassaladora. A vingança perfeita, neste caso, é você conseguir passar por essa mesma situação, só que no sentido inverso - ela é a pessoa traída. Claro que para atingir a perfeição não é necessário referenciar o ocorrido, a pessoa fará a associação ao passado naturalmente. Aí está o segredo. A mesma dor, a mesma decepção, na outra pessoa.
Ninguém deve se gabar de um sentimento como esse, nem alimentar esse tipo de pensamento. Até porque não há alívio algum, tampouco bem estar em vingar-se de alguém. Não estou incentivando o comportamento vingativo. Só estou expondo que ele ocorre inúmeras vezes na nossa vida.
O quanto você resiste a uma vingança? Que prazer ela te proporciona?
sábado, 10 de janeiro de 2009
Laranja grande ou laranja pequena?
Na real, sempre que é necessário tomar uma decisão importante na vida da gente, seja ela relacionada à vida pessoal ou profissional, a gente patina.
Tem as que rapidamente resolvemos, mas normalmente por impulso, ou porque não aguentamos mais carregá-las nas costas. A chance de errarmos, nesses casos, é enorme, a menos que o seu anjo da guarda de plantão seja um vidente do caramba (eu sei, a palavra era outra!!!) e sopre no seu ouvido a resposta certa.
Para as outras, a gente pensa, faz conjecturas, simulações, e nada! Por mais rápido que você seja dirigindo um carro, caminhando ou até mesmo comendo, a velocidade da decisão não acompanha. E está certo, porque essas tem um impacto muito maior na vida da gente.
Mas a pergunta é: na hora de decidirmos coisas importantes, o peso do que vamos perder é maior do que o peso do que vamos ganhar?
Tem as que rapidamente resolvemos, mas normalmente por impulso, ou porque não aguentamos mais carregá-las nas costas. A chance de errarmos, nesses casos, é enorme, a menos que o seu anjo da guarda de plantão seja um vidente do caramba (eu sei, a palavra era outra!!!) e sopre no seu ouvido a resposta certa.
Para as outras, a gente pensa, faz conjecturas, simulações, e nada! Por mais rápido que você seja dirigindo um carro, caminhando ou até mesmo comendo, a velocidade da decisão não acompanha. E está certo, porque essas tem um impacto muito maior na vida da gente.
Mas a pergunta é: na hora de decidirmos coisas importantes, o peso do que vamos perder é maior do que o peso do que vamos ganhar?
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dúvida cruel
Quem viaja muito na mente sempre se sente sufocado pelo corpo?
Ou seja, é possível que um corpo não aguente uma cabeça muito louca?
Tomara que não...
Ou seja, é possível que um corpo não aguente uma cabeça muito louca?
Tomara que não...
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