quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A décima terceira nota

Quando a gente se conecta profundamente a uma pessoa, a ponto de se comunicar com ela mesmo estando longe; quando fechamos os olhos, e a simples lembrança de um momento é suficiente para fazer os pelos do corpo inteiro se arrepiarem; e se a perna de um encosta casualmente na do outro, transportando todos os hormônios e sensações para a região do toque, deixando-a latejante... e se a palavra de um provoca o riso no outro; e se a distância é o motivo do choro, tornando a cama vazia grande demais para se conseguir dormir. E a saudade transforma-se em dor física.
E se o frio na barriga do primeiro beijo insistir e resistir à passagem do tempo? E se o cheiro que sai da pele do outro ficar nas nossas entranhas?

Não tem explicação.

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